As variedades Anjou, Bosc, Comice, Forelle e
Seckel são conhecidas como pêras de inverno, por razão
da colheita e disponibilidade tardias, durante os meses de inverno
nos Estados Unidos. As Bartletts, por sua vez, são chamadas
pêras de verão, uma vez que estão disponíveis
a partir de julho e desaparecem em meados de dezembro. Com esta ampla
gama de variedades produzidas, as pêras americanas estão
disponíveis ao mercado brasileiro durante o ano todo.
História
A primeira menção à pêra como ingrediente
medicinal foi encontrada numa tábua de cerâmica em Sumer,
na Mesopotâmia antiga, datada do ano 2.750 a.C., aproximadamente.
Uma das frutas encontradas no jardim de Alcínio, a pêra
era chamada por Homero como um "presente dos deuses". Durante séculos,
as pêras são citadas nas histórias das monarquias
da Pérsia, China e Roma. Com a expansão da civilização,
cultivaram-se milhares de variedades por toda a Europa.

A pêra comum (P. Communis), nativa das regiões do Sudeste
da Europa e Oeste da Ásia, é uma antecessora das variedades
populares de hoje. Anjou, Bosc, Comice e Nelis foram primeiramente cultivadas
na França e na Bélgica, devido ao seu sabor delicado e
sua longa armazenagem. Deste cultivo, desenvolveu-se a conhecida textura
que "derrete na boca", o que lhe deu o apelido de "fruta
manteiga".
A pêra chegou ao mundo novo com os ingleses e outros europeus do
Norte durante a época do colonialismo. As variedades do Oeste chegaram
ao México e Califórnia com os missionários espanhóis.
A pêra moderna cresce em todas as partes do mundo, mas não
há condições de cultivo similares às ideais
da costa do Pacífico dos Estados Unidos, onde são produzidas
as USA Pears. Ali, uma combinação perfeita de terra, clima
e água abundante produzem frutas grandes, cheias de sabor e
suculentas, apreciadas pelo mundo todo.